Com um cigarro na mão, Vanessa Maia Barbosa de Paiva Rangel, 37, me olhou com surpresa quando pedi que me concedesse uma entrevista. “Por que eu? Com tanta gente boa por aí...”
“É para a aula da Emília sobre perfis. Escolhi você porque achei que seria interessante a sua história”, respondi.
“Agora estou ocupada, mas não se preocupe que falarei com você”, concordou.
Esperei, esperei e nada. “Acho que ela se esqueceu”, pensei. Fui a sua sala. Eu estava certa. Ela havia esquecido. Começamos a Lígia e eu, a entrevista. Vanessa falou de sua vida, sua carreira, da família e de seus estudos.
Fez Comunicação Social na Universidade Federal do Espírito Santo, Ufes, de 1990 a 1994. Não sabia muito bem o que fazer. Lia muitas revistas e jornais, em casa. Na faculdade, se encontrou. Descobriu que era o que realmente queria estudar, fez pós-graduação em Política de Comunicação na Ufes, mestrado na Uff/RJ e cursa doutorado na Ufes. Trabalhou nos jornais A Gazeta e A Tribuna e atualmente é professora de comunicação e diretora da TV Faesa.
Ao se formar se deparou com um mercado de trabalho bastante restrito. Ela ficou oito meses desempregada, dona-de-casa 24 horas por dia. Após esta fase ruim, recebeu oferta para trabalhar no jornal A Gazeta.
Enquanto estudava mestrado no Rio de Janeiro, seu irmão adoeceu e morreu de câncer. Logo após, uma irmã também contraiu a mesma doença, chegando também a falecer pouco tempo depois. Foram fases muito sofridas. Pediu demissão do jornal A Gazeta para ajudar seu irmão e sua mãe. Para conciliar trabalho e estudo, revezava os horários das aulas na Faesa com suas viagens ao Rio de Janeiro.
Trabalhou no Bom Dia Espírito Santo na TV Gazeta. Apesar das dificuldades no início da carreira, nunca foi discriminada pelo fato de ser mulher. “O jornalismo é uma das poucas carreiras que tem muitas mulheres, nunca tive problemas por ser, mulher”, disse. Para ela, tem batalhas que são necessárias, merecem ser travadas, principalmente: contra a doença e a concentração. “Algumas guerras são necessárias, outras, não”, pondera a professora.
Tem orgulho de seus alunos. “São muito bacanas, solidários, se importam e me tratam com muito carinho. Coloco muita expectativa nos alunos. Quero que eles se dêem bem”, falou Vanessa. Convidada para abrir uma produtora, não aceitou. Seu sonho é poder trabalhar num jornal comprometido com causas sociais.
Nunca teve filhos. Acha que foi covarde, fugiu da maternidade Não quis ser mãe com medo de não saber educá-los. Tem sobrinhos que adora. Daria até as córneas para eles. O amor é recíproco. É exemplo para eles.
Para Vanessa, o jornalismo mais social, com alguma causa, seria uma forma ideal para fazer com que as pessoas fossem menos egoístas, que se preocupassem com os outros. A pós-modernidade fez com que hoje, todos se preocupem consigo mesmos, não se importem com os outros. “Se um amigo está doente, não ligam. Estão muito utilitaristas. Os jovens querem uma pessoa para beijar e não querem saber mais dela. É preciso colocar como prioridade os amigos”, acredita ela.
Para manter a forma mudou sua alimentação, preferindo alimentos mais naturais. Não gosta de roupa muito apertada nem de estar acima do peso. Quer cuidar da alimentação, e também da cabeça. Quer cuidar do entra na boca e nos ouvidos. Não quer ouvir qualquer coisa. Quer serenidade.
É uma mulher de família. Seu pai morreu há alguns anos e é muito ligada à sua mãe que não está bem com a morte do pai e de dois filhos. Mesmo morando sozinha, está sempre por perto de seus familiares, razão pela qual não quer estudar ou morar fora do Brasil.
A mãe é uma pessoa muito especial. Foi quem lhe deu estrutura para poder fazer a faculdade. Chegava em casa e sua mãe havia feito uma comida quentinha, cuidava de suas roupas. Sente muita falta do pai, de sua praticidade e de seu modo de ver a vida. Dizia que cada um deveria procurar sua independência.
Esta é apenas uma parte da complexa Vanessa Maia. Que não pode ser definida ou rotulada. É ela mesma. Uma pessoa que fala o que pensa. Discute com os alunos e diz sempre que não gosta de criança e adolescente, mas adora seu sobrinho que está nesta fase de idade. Disfarça, mas tem o maior carinho pelos alunos e quer vê-los se dar bem na vida. É isto aí, Bonita.
“É para a aula da Emília sobre perfis. Escolhi você porque achei que seria interessante a sua história”, respondi.
“Agora estou ocupada, mas não se preocupe que falarei com você”, concordou.
Esperei, esperei e nada. “Acho que ela se esqueceu”, pensei. Fui a sua sala. Eu estava certa. Ela havia esquecido. Começamos a Lígia e eu, a entrevista. Vanessa falou de sua vida, sua carreira, da família e de seus estudos.
Fez Comunicação Social na Universidade Federal do Espírito Santo, Ufes, de 1990 a 1994. Não sabia muito bem o que fazer. Lia muitas revistas e jornais, em casa. Na faculdade, se encontrou. Descobriu que era o que realmente queria estudar, fez pós-graduação em Política de Comunicação na Ufes, mestrado na Uff/RJ e cursa doutorado na Ufes. Trabalhou nos jornais A Gazeta e A Tribuna e atualmente é professora de comunicação e diretora da TV Faesa.
Ao se formar se deparou com um mercado de trabalho bastante restrito. Ela ficou oito meses desempregada, dona-de-casa 24 horas por dia. Após esta fase ruim, recebeu oferta para trabalhar no jornal A Gazeta.
Enquanto estudava mestrado no Rio de Janeiro, seu irmão adoeceu e morreu de câncer. Logo após, uma irmã também contraiu a mesma doença, chegando também a falecer pouco tempo depois. Foram fases muito sofridas. Pediu demissão do jornal A Gazeta para ajudar seu irmão e sua mãe. Para conciliar trabalho e estudo, revezava os horários das aulas na Faesa com suas viagens ao Rio de Janeiro.
Trabalhou no Bom Dia Espírito Santo na TV Gazeta. Apesar das dificuldades no início da carreira, nunca foi discriminada pelo fato de ser mulher. “O jornalismo é uma das poucas carreiras que tem muitas mulheres, nunca tive problemas por ser, mulher”, disse. Para ela, tem batalhas que são necessárias, merecem ser travadas, principalmente: contra a doença e a concentração. “Algumas guerras são necessárias, outras, não”, pondera a professora.
Tem orgulho de seus alunos. “São muito bacanas, solidários, se importam e me tratam com muito carinho. Coloco muita expectativa nos alunos. Quero que eles se dêem bem”, falou Vanessa. Convidada para abrir uma produtora, não aceitou. Seu sonho é poder trabalhar num jornal comprometido com causas sociais.
Nunca teve filhos. Acha que foi covarde, fugiu da maternidade Não quis ser mãe com medo de não saber educá-los. Tem sobrinhos que adora. Daria até as córneas para eles. O amor é recíproco. É exemplo para eles.
Para Vanessa, o jornalismo mais social, com alguma causa, seria uma forma ideal para fazer com que as pessoas fossem menos egoístas, que se preocupassem com os outros. A pós-modernidade fez com que hoje, todos se preocupem consigo mesmos, não se importem com os outros. “Se um amigo está doente, não ligam. Estão muito utilitaristas. Os jovens querem uma pessoa para beijar e não querem saber mais dela. É preciso colocar como prioridade os amigos”, acredita ela.
Para manter a forma mudou sua alimentação, preferindo alimentos mais naturais. Não gosta de roupa muito apertada nem de estar acima do peso. Quer cuidar da alimentação, e também da cabeça. Quer cuidar do entra na boca e nos ouvidos. Não quer ouvir qualquer coisa. Quer serenidade.
É uma mulher de família. Seu pai morreu há alguns anos e é muito ligada à sua mãe que não está bem com a morte do pai e de dois filhos. Mesmo morando sozinha, está sempre por perto de seus familiares, razão pela qual não quer estudar ou morar fora do Brasil.
A mãe é uma pessoa muito especial. Foi quem lhe deu estrutura para poder fazer a faculdade. Chegava em casa e sua mãe havia feito uma comida quentinha, cuidava de suas roupas. Sente muita falta do pai, de sua praticidade e de seu modo de ver a vida. Dizia que cada um deveria procurar sua independência.
Esta é apenas uma parte da complexa Vanessa Maia. Que não pode ser definida ou rotulada. É ela mesma. Uma pessoa que fala o que pensa. Discute com os alunos e diz sempre que não gosta de criança e adolescente, mas adora seu sobrinho que está nesta fase de idade. Disfarça, mas tem o maior carinho pelos alunos e quer vê-los se dar bem na vida. É isto aí, Bonita.
Um comentário:
-PARABÉNS PRIMA.BOA SORTE NA SUA BRILHANTE CARREIRA.ADOREI A SUA ENTREVISTA. UM BEIJO.MARQUINHO (RJ) E FAMÍLIA.
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