O Boom da construção
Preços altos de imóveis dificultam a aquisição da casa própria
O sonho da casa própria é bem real para um casal recém-casado ou o indivíduo que pretende morar sozinho. No Espírito Santo, este sonho está ficando cada vez mais distante para as pessoas de baixa renda por causa do aumento do preço do imóvel. Para quem tem uma renda alta é hora de investir.
Os imóveis na Grande Vitória tiveram um aumento de mais de 100%. Quem comprou seu imóvel há dois anos por R$150 mil, certamente verá que hoje vale o dobro do preço inicial. A cada dia aparecem novos lançamentos de edifícios de apartamentos ou escritórios e grandes construtoras se instalaram no Estado aproveitando esta alta dos preços.
Seminário sobre folclore
O seminário preparatório para o Congresso Nacional de Folclore aconteceu na sala Décio Neves da Cunha, na Ufes, nos dias 11 e 12 últimos. O tema foi Folclore no Terceiro Milênio. Os palestrantes apresentaram trabalhos sobre meio ambiente, indígenas, folclore, comunidades quilombolas e políticas públicas para o folclore. O objetivo do seminário foi elaborar temas, debates e procedimentos que serão apresentados no XIV Congresso Brasileiro de Folclore a ser realizado em 2009, em Vitória.
Este evento foi elaborado pela Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo e pela Comissão Espírito-Santense de Folclore. Estiveram presentes intelectuais do Espírito Santo e de outros estados.
O Balaio do Folclore Capixaba
Para complementar os eventos, o Governo do Estado, com o patrocínio da Vale e apoio da Comissão Espírito-Santense de Folclore, realizou no dia 12 de abril, no Museu Vale em Vila Velha – ES, o Balaio Cultural – uma mostra do Folclore Capixaba. Raças, culturas, danças e tradições se uniram no mesmo lugar. Cores e movimentos embalaram as apresentações do Ticumbi do Alardo, do Congo, da Folia de Reis, do Jongo, do Reis de Boi, das Pastorinhas, do Boi Pintadinho e outras manifestações de imigrantes europeus como danças alemãs, portuguesas e italianas. As tradições passadas de geração a geração, patrimônio imaterial do Estado, foram motivos de alegria, admiração e palmas entre as centenas de pessoas que assistiam.
Palavras valem ouro
Têm palavras que valem muito. Podem derrubar um governo ou elevar as ações de uma empresa. Foi o que aconteceu nesta semana. O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou que foi descoberta uma reserva de petróleo na bacia de Santos com estimativa de produção de 33 bilhões de barris de óleo. Com isto o Brasil passaria a ser o terceiro maior produtor do mundo. A notícia foi publicada em um jornal americano e no jornal Estado de São Paulo, As ações da Petrobrás subiram com a afirmação. "O pessoal vinculado à Bolsa de Valores não está interessado nisso. Querem ganhar dinheiro", afirmou Lima, numa referência à reação no mercado de ações, em decorrência de suas declarações no jornal.
Deputado Cláudio Vereza no Balaio
Personalidades e intelectuais do Estado estiveram presentes ao Balaio Cultural. O Deputado Estadual e ex Presidente da Assembléia Legislativa, Cláudio Vereza (PT), esteve presente e assistiu com atenção às apresentações. Em entrevista, afirmou a boa vontade da Assembléia Legislativa em aprovar aquele evento. Falou também que se for bem aceito, certamente, se repetirá. As apresentações foram muito elogiadas pelo público.
Entretanto, a mostra de Folclore realizada no Museu Vale não ficou só na cultura. A preocupação com o estômago levou os organizadores a oferecer lanches para o povo. Mesa de churrasquinho de boi, frango e lingüiça, coquetéis, refrigerantes, picolé e pipoca, alegraram o público e os participantes.
”O espaço público parece um espaço de ninguém, porém é um espaço de todo mundo.”
Roberto Rocco - Ambientalista, Diretor da Associação de Serviços Ambientais – ASA e Conselheiro da Fundação OndAzul.
O profissional globalizado
O intercâmbio como opção de crescimento pessoal e na empresa
Cada vez cresce mais o número de profissionais que optam por fazer intercâmbio através da empresa onde trabalham. O que os atrai é a chance de conhecer outras culturas, aprender outras línguas, operar em um novo mercado e ampliar seus conhecimentos. Através desta mobilidade, a empresa exporta mão-de-obra e tecnologia, integrando as unidades do grupo. Para o funcionário, o ponto positivo é que ele terá um bom padrão de vida no exterior. Aqui, no Espírito Santo, empresas como Arcelor Mittral (CST), Vale e Samarco têm utilizado esta prática para melhorar o desempenho de alguns funcionários.
O fenômeno da migração de brasileiros para o exterior é recente e a maioria vive em condição de ilegalidade nos países de destino. Há poucos dados e estudos sobre o tema. Estados Unidos, Paraguai e Japão são os países que possuem maior número de brasileiros e o perfil do migrante difere em cada um destes locais.
Até a década de 1980, a saída de brasileiros para viver em outros países era bastante restrita, sendo significativa apenas a migração para o Paraguai, nos anos 1970, em busca de terra e trabalho no campo. A crise econômica da década de 1980 estimulou a migração de brasileiros para o exterior, fenômeno que permanece até hoje. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, em 1997 havia 1.496.476 brasileiros vivendo no exterior. No ano de 2002, os migrantes já somariam 1.964.498. Portanto, cerca de 2 milhões de brasileiros vivem fora do Brasil, correspondendo a 1% da população brasileira.
Entre estes migrantes, encontram-se profissionais qualificados que vêem no intercâmbio uma forma de adquirir mais conhecimento. Para se desenvolver pessoal e profissionalmente, executivos de empresas multinacionais têm optado por morar no exterior. O programa de mobilidade através de intercâmbio, implantado por algumas empresas, dão a estes funcionários a chance de se desenvolver como gestor, trabalhar na diversidade e adquirir visão internacional. Para ter êxito nesta empreitada, ele precisa ter boa formação técnica, um inglês fluente, gostar de mudanças e ter facilidade de adaptação, flexibilidade e equilíbrio familiar – é importante que a família esteja de acordo. Conhecer bem a sua empresa e se informar sobre o país para onde vai, ajuda na mudança.
Para a empresa, este intercâmbio é uma forma de integrar os escritórios, possibilitando a troca de informações entre eles. O mercado está carente de profissionais que tenham visão e estejam dispostos a mudanças. A empresa investe na capacitação do funcionário para que ele renda mais. Muitos funcionários de empresas capixabas têm aderido a esta forma de intercâmbio através da Arcelor Mittral (CST), Vale e Samarco. Bom para a empresa.
Com um bom padrão de vida, apoio da empresa e junto aos familiares, estes executivos se desenvolvem, adquirem bagagem internacional e ascensão na carreira. Bom para o profissional.
Os dados estatísticos do Ministério das Relações Exteriores falam do número de brasileiros que moram no exterior, sem especificar o número dos que vão pela empresa e os migrantes ilegais. Sabemos, portanto que o número de pessoas que moram ilegalmente fora do Brasil é muito maior do que dos que vão legalmente pela empresa onde trabalham. Estes brasileiros ilegais têm um padrão de vida bem diverso. Vivem longe da família, trabalham em sub-empregos por 14 a 16 horas diárias, não possuem lazer e vivem temerosos de serem descobertos e deportados. São situações diversas, porém ambos possuem o mesmo sonho: a busca por uma vida melhor.
Entretanto, a mostra de Folclore realizada no Museu Vale não ficou só na cultura. A preocupação com o estômago levou os organizadores a oferecer lanches para o povo. Mesa de churrasquinho de boi, frango e lingüiça, coquetéis, refrigerantes, picolé e pipoca, alegraram o público e os participantes.
”O espaço público parece um espaço de ninguém, porém é um espaço de todo mundo.”
Roberto Rocco - Ambientalista, Diretor da Associação de Serviços Ambientais – ASA e Conselheiro da Fundação OndAzul.
O profissional globalizado
O intercâmbio como opção de crescimento pessoal e na empresa
Cada vez cresce mais o número de profissionais que optam por fazer intercâmbio através da empresa onde trabalham. O que os atrai é a chance de conhecer outras culturas, aprender outras línguas, operar em um novo mercado e ampliar seus conhecimentos. Através desta mobilidade, a empresa exporta mão-de-obra e tecnologia, integrando as unidades do grupo. Para o funcionário, o ponto positivo é que ele terá um bom padrão de vida no exterior. Aqui, no Espírito Santo, empresas como Arcelor Mittral (CST), Vale e Samarco têm utilizado esta prática para melhorar o desempenho de alguns funcionários.
O fenômeno da migração de brasileiros para o exterior é recente e a maioria vive em condição de ilegalidade nos países de destino. Há poucos dados e estudos sobre o tema. Estados Unidos, Paraguai e Japão são os países que possuem maior número de brasileiros e o perfil do migrante difere em cada um destes locais.
Até a década de 1980, a saída de brasileiros para viver em outros países era bastante restrita, sendo significativa apenas a migração para o Paraguai, nos anos 1970, em busca de terra e trabalho no campo. A crise econômica da década de 1980 estimulou a migração de brasileiros para o exterior, fenômeno que permanece até hoje. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, em 1997 havia 1.496.476 brasileiros vivendo no exterior. No ano de 2002, os migrantes já somariam 1.964.498. Portanto, cerca de 2 milhões de brasileiros vivem fora do Brasil, correspondendo a 1% da população brasileira.
Entre estes migrantes, encontram-se profissionais qualificados que vêem no intercâmbio uma forma de adquirir mais conhecimento. Para se desenvolver pessoal e profissionalmente, executivos de empresas multinacionais têm optado por morar no exterior. O programa de mobilidade através de intercâmbio, implantado por algumas empresas, dão a estes funcionários a chance de se desenvolver como gestor, trabalhar na diversidade e adquirir visão internacional. Para ter êxito nesta empreitada, ele precisa ter boa formação técnica, um inglês fluente, gostar de mudanças e ter facilidade de adaptação, flexibilidade e equilíbrio familiar – é importante que a família esteja de acordo. Conhecer bem a sua empresa e se informar sobre o país para onde vai, ajuda na mudança.
Para a empresa, este intercâmbio é uma forma de integrar os escritórios, possibilitando a troca de informações entre eles. O mercado está carente de profissionais que tenham visão e estejam dispostos a mudanças. A empresa investe na capacitação do funcionário para que ele renda mais. Muitos funcionários de empresas capixabas têm aderido a esta forma de intercâmbio através da Arcelor Mittral (CST), Vale e Samarco. Bom para a empresa.
Com um bom padrão de vida, apoio da empresa e junto aos familiares, estes executivos se desenvolvem, adquirem bagagem internacional e ascensão na carreira. Bom para o profissional.
Os dados estatísticos do Ministério das Relações Exteriores falam do número de brasileiros que moram no exterior, sem especificar o número dos que vão pela empresa e os migrantes ilegais. Sabemos, portanto que o número de pessoas que moram ilegalmente fora do Brasil é muito maior do que dos que vão legalmente pela empresa onde trabalham. Estes brasileiros ilegais têm um padrão de vida bem diverso. Vivem longe da família, trabalham em sub-empregos por 14 a 16 horas diárias, não possuem lazer e vivem temerosos de serem descobertos e deportados. São situações diversas, porém ambos possuem o mesmo sonho: a busca por uma vida melhor.
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